triagem hospitalar com nota sem explicação
um hospital passa a usar um escore de risco calculado por um modelo terceirizado. o número aparece no prontuário. não vem com margem de erro, não mostra as variáveis que pesaram, não oferece opção de segunda leitura.
a interface transforma probabilidade em decisão. discordar do escore vira risco pessoal do profissional. concordar é o caminho mais seguro para a carreira, mesmo quando o número está errado.
pacientes classificados na faixa errada por combinações de comorbidade que o modelo quase nunca viu no treino. o erro só aparece na auditoria de fim de ano, quando o dano já aconteceu.
mostrar na tela o intervalo de confiança e as variáveis que mais pesaram. permitir registro de discordância clínica sem punição. publicar taxa de erro por grupo de pacientes.